“A história do musical”

  Império conta a história de um período na vida do primeiro reinado, no ano de 1821. Na ação, realiza-se no paço imperial um baile para comemorar o aniversário de Leopoldina, a princesa austríaca, futura imperatriz do Brasil.
  Por ali, desfilam as personagens, com canções arrebatadoras, contando uma parte importante de nossa história, recuperando a figura de D. João VI, a loucura de Carlota Joaquina e sua paixão pelo Conde de São José, que culminou no assassinato de sua esposa, a rivalidade entre os príncipes Pedro e Miguel, a relação da Europa com a colônia cada vez mais afogada em rancor, os escravos e sua saga dolorosa.
  Narrada por Debret, o pintor francês que deixou como legado uma crônica da cidade naqueles idos, o musical atravessa diversos ritmos, do lundu à balada romântica, trazendo para o público uma parte da história que não foi contada nas aulas dos cursos regulares, num universo pleno de paixões, poder e conspirações, dignos do melhor folhetim.
  Assim, temos um painel central do que foi a vida no primeiro reinado, com suas personagens, seus sonhos e desejos.
  O romance do príncipe D. Pedro com Noemi, bailarina do Teatro São Carlos. Grávida do futuro imperador, Noemi foi obrigada a casar-se com o chefe da guarda de D. João e, sem poder sequer despedir-se de seu real amante, foi embarcada para Pernambuco, onde viveu até o fim de seus dias, única sabedora de que seu filho, na verdade, era herdeiro da coroa.
  Noemi, na ação dramática, é o vértice do triângulo formado por ela, D. Pedro e D. Leopoldina (nos idos de 21, a Marquesa dos Santos ainda não havia entrado em cena), ambas desejando o mesmo homem, ambas na solidão de suas alcovas, ambas na cama de um homem que não pode ser seu.


Imperio

Musical de Miguel Falabella & Josimar Carneiro

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